Nº 10 - julho/ agosto/ setembro de 2002
EDITORIAL

Marco da mineração brasileira
       A fundação da Companhia Vale do Rio Doce, em Itabira, em 1o de junho de 1942, é um dos marcos indubitáveis da mineração brasileira, juntamente com a descoberta do ouro na região de Ouro Preto e Mariana, no final do século XVII, e a criação da Escola de Minas de Ouro Preto, em 1876, pelo Imperador D. Pedro II. A CVRD, desde a sua origem, tem inquebrantáveis ligações com Minas Gerais, tendo em vista que, na época, o ideal do então presidente Getúlio Vargas - que por intermédio do acordo de Washington transformou a Itabira Iron Company em Companhia Vale do Rio Doce, na prática só se tornou possível graças à ação de ilustres mineiros, como Clodomiro de Oliveira e Gastão Gomes, ex-diretores da Escola de Minas de Ouro Preto, e o saudoso ex-governador do Estado, Israel Pinheiro, em cujo profícuo currículo consta, entre outros marcantes feitos como a construção de Brasília, ter sido o primeiro presidente da CVRD.
      
Certamente, os primeiros 60 anos de história da Vale do Rio Doce foram construídos à custa de muito trabalho, dispendido por empreendedores que não mediram esforços para elevar a empresa à condição de ser, entre outros adjetivos, a maior exportadora mundial de minério de ferro.


José Fernando Coura
Presidente do Sindiextra e da
Câmara da Indústria Mineral da Fiemg
          E a continuidade dessa trajetória de sucesso, se depender do atual presidente da CVRD, Roger Agnelli, está garantida. Por suas ações e declarações, ele tem demonstrado que a Vale continuará sendo um dos mais importantes agentes de desenvolvimento da mineração e da siderurgia no Brasil, principalmente devido aos maciços investimentos que a empresa tem direcionado para expandir e diversificar sua atuação, o que irá gerar novos postos de trabalho e divisas para o País. A Companhia Vale do Rio Doce é uma empresa-modelo, pois de fato tem honrado, sem ressalvas, a máxima de que a mineração é a base do desenvolvimento industrial, propiciando, em consequência, a melhoria da qualidade de vida da população. Nos orgulhamos em dizer que CVRD, uma das empresas mais lucrativas do Brasil, pertence ao segmento de mineração. A Vale nasceu nas montanhas de Minas, ao longo dos anos ampliou sua atuação para outros Estados da federação, e hoje conta com subsidiárias em diversos países. Desta forma, tem demonstrado ao mundo a competência nacional em concretizar projetos nos mais diversos setores produtivos.
      
  De agora em diante, acreditamos que o papel da CVRD será o de reforçar cada vez sua condição de ser, no Brasil ou no exterior, um exemplo empresarial a ser seguido, construído com inúmeros atributos, especialmente competência administrativa, visão empreendedora e responsabilidade social.
      
  Parabenizamos a Companhia Vale do Rio Doce pelos seus 60 anos, e aproveitamos para agradecer os incontáveis dividendos que a empresa tem proporcionado a todos os brasileiros.

ESPECIAL

Vale 60 anos
Uma trajetória de sucesso

       A 1 de junho de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, era fundada, em Itabira, Minas Gerais, a Companhia Vale do Rio Doce. Ao longo desses 60 anos, a modesta empresa tornou-se a maior companhia de mineração diversificada das Américas. É também, em nível mundial, a maior exportadora de minério de ferro e pelotas, a segunda maior produtora de manganês e a terceira maior produtora de ferro-ligas de manganês.
Mas não fica nisso. É ainda a maior exportadora de alumínio do Brasil, produz alumina, bauxita, caulim, ouro, potássio e tem ambiciosos projetos estratégicos para a produção de cobre. Possui reservas de minério de ferro para os próximos 250 anos. Atua em nove estados brasileiros e mantém escritórios comerciais em diversos países.
As exportações do conglomerado alcançaram US$ 3,3 bilhões em 2001. As exportações líquidas (exportações menos importações) totalizaram US$ 2,9 bilhões, resultados que colocam a Vale como a empresa que mais contribuiu para o saldo da balança comercial brasileira.


Pátio de estocagem -
Terminal Marítimo de Ponta da Madeira,
São Luís, MA

Diversificação - Sua malha ferroviária é a mais extensa do Brasil - 15 mil km de linhas - um caminho para receitas expressivas através do transporte de minérios, aço, soja, conteineres e cada vez mais produtos, com um crescimento estimulado por soluções logísticas de ponta: a Vale administra pátios, armazéns, terminais marítimos e complexos portuários no Maranhão, Sergipe, Pará, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, pelos quais passa boa parte das exportações brasileiras.
Ao investir, a Vale procura os segmentos mais relevantes e necessários ao país e, nesse sentido, já é um dos maiores investidores em energia elétrica no Brasil. Em parceria com outras empresas, construiu as Usinas de Igarapava e Porto Estrela - ambas em funcionamento - e participa da construção de sete novas hidrelétricas. Estes novos projetos irão adicionar 3.364 MW ao sistema elétrico brasileiro.
Historicamente, a CVRD tem realizado consistentes investimentos em Minas Gerais, reafirmando uma parceria de 60 anos. O total de investimentos previstos para 2002 em MG é de US$ 496 milhões, assim distribuídos:
Controladas e coligadas (38%), minério de ferro (32%), energia (22%), logística (8%). Além disso, a Vale mantém em Minas Gerais 6,5 mil de seus 14 mil empregados, considerando-se apenas a Controladora, ou seja, sem as empresas controladas e coligadas.


Usina Hidrelétrica de Porto Estrela, MG:
operação plena desde novembro de 2001

Meio Ambiente - Como empresa de recursos naturais, a Vale reconhece que o respeito ao meio ambiente é fator fundamental no desenvolvimento dos negócios e projetos. Os dispêndios totais da empresa em monitoramento, recuperação e proteção ao meio ambiente foram de US$ 25 milhões em 2001. A Vale protege milhões de florestas tropicais e de Mata Atlântica em área equivalente à extensão da Bélgica.
Histórias da Vale - Além dos recursos naturais, a CVRD é uma empresa de recursos humanos, por ter consciência de que só o talento, a persistência e a solidariedade dos seus profissionais serão capazes de fazer a corporação superar suas metas e dar continuidade a essa trajetória de sucesso.
Para marcar este reconhecimento, dentre as diversas iniciativas tomadas para comemorar os 60 anos da CVRD, uma merece registro especial: o lançamento do livro "Histórias da Vale", uma primorosa publicação que foi distribuída aos empregados para recordar a história da empresa, desde os seus primórdios, em Itabira, até chegar à posição de liderança mundial que hoje ocupa no setor de mineração.
Fartamente ilustrado, com mapas, fotos antigas e atuais, feitas por profissionais de renome ou ilustres amadores, o livro registra o depoimento de centenas de profissionais que trabalham ou já trabalharam na CVRD, histórias curtas e saborosas que vão contando como a Vale tornou-se a gigante de hoje. Depoimentos de ex-presidentes - como Eliezer Batista e Francisco Schettino - mas também de anônimos empregados, que com a força de seu trabalho e entusiasmo contribuíram para o engrandecimento da empresa.
Dimensões Humanas - Elaborado a partir do projeto Vale Memória, o livro foi assim definido pelo presidente da Companhia, Roger Agnelli: "Nada tão grande quanto as dimensões humanas da Vale. E para retratar este universo, homens e mulheres que contribuíram e transformaram a Vale do Rio Doce em um dos maiores grupos empresariais do país foram convidados a contar suas histórias. Este livro abre espaço para reflexão e emoção e, através de suas páginas, será possível perceber como a Vale conquistou seu lugar em um espaço muito mais profundo que o mundo dos negócios: no coração das pessoas. Vejo este livro não como uma história do passado, mas sim como uma projeção do futuro. Ao ser lido pelas novas gerações, ele fortalecerá a ligação, reforçará o caráter, garantirá o renascimento e o crescimento deste país chamado Vale do Rio Doce."

NOTAS

Encontro Nacional
     Com a presença de cerca de 200 participantes, aconteceu em Belo Horizonte, nos dias 5 e 6 de agosto, o VI Encontro Nacional da Pequena e Média Mineração. Entre outros temas, foram discutidos o reconhecimento do direito minerário como garantia pelos órgãos financiadores, a necessidade de simplificação da legislação ambiental, a criação de uma mini-agência nacional de mineração para incrementar o desenvolvimento do setor, e a regulamentação de consórcios de mineração. Promovido pelo SINDIEXTRA, Câmara da Indústria Mineral da Fiemg, Secretaria de Minas e Energia e Comig - Companhia Mineradora de Minas Gerais, o evento foi realizado pela Revista Brasil Mineral, e contou também com o apoio do Ibram, Secretaria de Minas e Metalurgia do Ministério de Minas e Energia, entre outras entidades.


FDa esquerda para a direita:
Ruy Fernandes Lima (presidente Cia. Baiana de Pesquisa Mineral),
Nicolau Calfat (sec. adjunto de Ind. e Comércio),
Luís Márcio Vianna (Seme),
Fernando Coura (Sindiextra),
Francisco Alves (Revista Brasil Mineral),
Frederico Lopes Barboza (sec. de Minas e Metalurgia do MME),
Celso Castilho de Souza (sec. Est. de Meio Ambiente),
Marcelo Ribeiro Tunes (diretor geral do DNPM),
Marcelo Arruda Nassif (diretor de desenvolvimento mineral da COMIG)

Dia Mundial do Meio Ambiente
     O SINDIEXTRA e a Câmara da Indústria Mineral da Fiemg, além de terem um estande, colaboraram com o Governo do Estado de Minas Gerais na organização da programação do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no último dia 5 de junho, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. O evento contou com inúmeras atividades, entre elas programas educacionais e assinaturas de convênios direcionados principalmente à preservação ambiental.
     O Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Celso Castilho de Souza, presidiu as comemorações, tendo destacado que o sucesso de muitas das ações oficiais em defesa do meio ambiente somente têm sido bem sucedidas graças ao envolvimento de todos os segmentos da sociedade, citando como exemplo desta atuação integrada o Sisema - Sistema Estadual de Meio Ambiente

Celso Castilho de Souza, Fernando Coura e Ricardo Castilho
Convênio de Cooperação - Na oportunidade, o SINDIEXTRA e a Comig - Companhia Mineradora de Minas Gerais, firmaram convênio de cooperação técnico-econômica cuja finalidade é apoiar o desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas de mineração no Estado, com ênfase na qualidade técnica e ambiental. Contribuir na execução dos programas governamentais de mineração social por intermédio de articulações junto aos setores público e privado, realizar fóruns direcionados à melhoria das condições de sustentabilidade sócio-ecônomica dos empreendimentos do setor, são algumas das atribuições do Sindiextra acordadas com a Comig.
     O convênio foi assinado por Fernando Coura, presidente do SINDIEXTRA, e por Henrique Eduardo Ferreria Hargreaves, Marco Aurélio Martins da Costa Vasconcelos e Marcelo Arruda Nassif, respectivamente diretores Presidente, de Administração e Finanças e de Desenvolvimento Mineral da Comig

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